Por que chamamos a BuiltCode de Software Power House
Quando alguém pergunta o que a BuiltCode faz, a resposta curta é: software. A resposta que importa é outra: nós projetamos, construímos e operamos software crítico para empresas que não podem parar. Esse último verbo, operar, é o que nos define, e é a razão de usarmos a expressão Software Power House em vez de fábrica de software.
Não é um slogan escolhido por soar bem. É uma descrição de como trabalhamos desde 2009, e do tipo de responsabilidade que aceitamos quando um cliente nos entrega um sistema que sustenta a operação dele.
Este texto explica o que a expressão significa, por que a diferença em relação à fábrica é real e o que isso muda para quem contrata.
O problema com “fábrica de software”
Fábrica de software é uma metáfora industrial. Entra um escopo, sai um produto. Sugere previsibilidade, linha de montagem, peças intercambiáveis. Foi um modelo útil para vender projetos com preço fechado, e por muito tempo dominou o mercado brasileiro.
O problema é o que acontece depois da entrega. A fábrica entrega o escopo e some. O sistema vai para produção, os primeiros incidentes aparecem, o negócio muda, e a empresa descobre que quem construiu já está em outro projeto. O conhecimento foi embora com o time. O que sobrou é código que ninguém quer tocar.
Sistema crítico não é peça de linha de montagem. É algo vivo, que precisa de quem cuide.
Três verbos: projetar, construir, operar
Software Power House é a expressão que encontramos para descrever uma empresa que assume os três verbos, e não só o do meio.
Projetar
Antes de construir, entender o problema, o contexto de negócio, o que já existe e o que precisa continuar funcionando. Decisões de arquitetura são decisões de negócio disfarçadas: elas determinam quanto vai custar mudar o sistema daqui a três anos. Projetar bem é assumir essa consequência.
Construir
Aqui a fábrica também constrói. A diferença é quem constrói e para quê. Nós construímos com gente sênior, sabendo que vamos operar o que estamos escrevendo. Isso muda escolhas pequenas todos os dias: o log que você escreve, o teste que você não pula, a dependência que você não adiciona porque sabe que vai ter de mantê-la.
Operar
É o verbo que a maioria evita, porque é o mais difícil. Operar significa responder pelo sistema em produção: monitorar, corrigir, evoluir, atender incidente, explicar o que aconteceu. Significa que o nosso trabalho não termina no deploy.
Uma empresa que opera o que constrói tem incentivo alinhado com o cliente. Cada atalho tomado na construção volta para nós na operação. Isso disciplina.
O que 17 anos em produção ensinam
A BuiltCode nasceu em 2009, em Santo André, e desde então entregou mais de cem projetos. Boa parte deles continua em produção. Isso nos ensinou algumas coisas que não estão nos livros.
A primeira: todo sistema vira legado. A pergunta é se vira um legado que dá para manter ou um que precisa ser jogado fora. A diferença está nas decisões tomadas nos primeiros meses, e é isso que projetar significa para nós.
A segunda: a tecnologia muda mais rápido que o negócio. Frameworks que eram padrão em 2009 desapareceram. Os processos de negócio que eles sustentavam continuam lá. Construir para durar não é escolher a tecnologia certa para sempre, é desenhar de forma que a tecnologia possa ser trocada sem parar a empresa.
A terceira: senioridade é o que separa o sistema que sobrevive ao primeiro ano do que não sobrevive. Saber o que não fazer é uma habilidade que só vem com tempo em produção.
LetsSign: operar o que construímos
A prova mais concreta de que operar não é discurso é o LetsSign. É uma plataforma de assinatura eletrônica e digital, com suporte a certificados ICP-Brasil, que criamos e operamos. Já passaram por ela mais de um milhão de documentos assinados.
Não é um projeto para cliente. É produto nosso, com usuários nossos, incidentes nossos e responsabilidade nossa. Cada decisão de arquitetura foi tomada por quem ia responder pelas consequências em produção, e continua respondendo.
Isso nos coloca do mesmo lado que os nossos clientes. Sabemos o que é acordar com um alerta e evoluir uma plataforma sem interromper quem depende dela. Quando dizemos que operamos software crítico, não é promessa comercial. É rotina.
O que “Built to last.” exige na prática
A assinatura da marca resume tudo isso em três palavras, e ela cobra um preço.
Arquitetura. Sistemas desenhados para mudar. Fronteiras claras entre módulos, dependências explícitas, dados que podem ser migrados, componentes que podem ser substituídos sem reescrever o resto. Observabilidade desde o primeiro deploy, porque não dá para operar o que não se enxerga.
Senioridade. Times em que as decisões técnicas são tomadas por quem já viu as consequências delas. Não é um time só de seniores, mas é um time onde a senioridade decide e forma quem está chegando.
Responsabilidade pelo resultado. Não medimos sucesso por escopo entregue. Medimos por sistema funcionando, negócio rodando, cliente que renova porque quer. Isso significa dizer não a projetos que sabemos que não vão durar, e dizer a verdade quando o caminho pedido é o errado.
O que isso muda para quem contrata
Contratar uma Software Power House em vez de uma fábrica muda a natureza da relação.
Você não compra um escopo, você ganha um parceiro que responde pelo sistema. As conversas mudam de “isso está dentro do escopo?” para “isso é a melhor decisão para o sistema daqui a dois anos?”. O fornecedor tem incentivo para construir bem, porque vai operar o que construiu. E o conhecimento não vai embora, porque quem construiu continua por perto.
Na prática
O que você deve encontrar em qualquer parceiro que se apresente assim:
- Disposição para assumir a operação do que constrói, não só a entrega.
- Histórico de sistemas em produção há anos, não só de projetos entregues.
- Produto próprio ou algo equivalente que prove que a empresa sabe o que é operar.
- Gente sênior tomando decisões, com acesso direto a você.
- Coragem para dizer não.
É isso que Software Power House significa para nós, e é isso que “Built to last.” exige. Se quiser conhecer melhor quem somos e como chegamos até aqui, a história completa está em sobre a BuiltCode.
Perguntas frequentes
Software Power House significa que só trabalham com projetos grandes?
Não. Significa que trabalhamos com software que importa para a operação do cliente, seja ele grande ou pequeno. O que não fazemos é entregar e desaparecer, independentemente do tamanho.
A BuiltCode também faz projetos com escopo fechado?
Sim, quando o problema é bem definido e o escopo é estável, o formato faz sentido. A diferença é que projetamos pensando em quem vai operar depois, mesmo que não sejamos nós, e oferecemos continuidade na sustentação quando o cliente quiser.
Qual é a relação entre o LetsSign e os serviços para clientes?
O LetsSign é um produto próprio, criado e operado pela BuiltCode. Ele existe como negócio, mas também funciona como laboratório: as práticas de arquitetura, operação e segurança que usamos nele são as mesmas que aplicamos nos sistemas dos clientes. Operar um produto nos mantém honestos sobre o que funciona em produção.